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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Saudades de ti Mãe...



A solidão abre o meu silêncio...
Poemas de paixão, sonhos em mim,
Poeta... ( lágrimas e lágrimas)
Rios e mares de tinta preta...
Onde minha alma se consome com a tua,
Estás longe e tão perto, a cada momento em cada instante, meu pensar te persegue na rua...
Palavras, pequenas, sonoras, letras que traço em suspiros meus,
Poesias.... Que saudades desses olhos teus!
Magoas dolentes, coração sofrido, sonhos ardentes...
O oceano desse teu olhar...
Desejo tanto voltar a encontrar!...
Em memórias que me são presentes...
Teus olhos que se fecham ao meu beijar...
Toque suave dos meus lábios, Mãe não sentes?

Palavras são Mortalhas



Matei-me á sombra de um rochedo macilento,
Constelado espaço, à chuva e ao vento...
Enterrando-me nele com o meu tormento!
Só meu espirito ainda vive,
Num fixo inexorável pensamento...


Ao alto de uma charneca ouve-se;
A minha voz secular e aflitiva!
Meu vulto inulto que passa,
No grito da alma aqui cativa!...
Como se eu ainda fosse alguém,
Como se ainda fosse, luz de dia, vida !

Na inominada luta de ninguém!
Alma vasta que em fogo se embriaga!
Pudesse eu ainda arder no incêndio de alguém!...


* imagem retirada da net

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Luto




Ouve um dia, em que a minha alma se vestiu de negro,
Numa manhã escura...
Fria a tua boca, nua na minha mente louca...
A luz intensa, chora uma tristeza que em mim perdura!...
A minha alma se veste de preto,
Nu abismo !...
Martírio...
Morte!...
A que tudo humilha,
Tudo consome,
Tudo trilha!...
E nos dá a comer ás larvas...
Mãe!...
Sou hoje, lágrimas amargas...
Defuntas, no teu olhar terno,
e nada no meu pensamento é mais eterno...